Um outro alguém citou a palavra louco, loucura, loucamente. Isso tudo muito rápido como se fosse um trava línguas. Minha cabeça se direcionou as tamanhas línguas existentes e quantos beijos possíveis seriam dados até esse momento e também... sobre o ato da escrita. Partimos desse pressuposto e deixemos os beijos, as línguas e suas salivas para depois. Estou no meu cômodo, bem cômoda: sem camisa. Peitos livres, coração tranqu.... diria efêmero e flutuante. Divago sobre estar assim na rua. Acomodada em minha casa crio as minhas normas, bem ou não bem quistas socialmente. Eu não me conheço como sou e esse eu que aqui escreve é uma camada. Quantos recheios você tem, quais sabores e essências emana? Como que me toca e como que te toco?São perguntas que muitas vezes já chegam como afirmação, sem ação.
Comecei a escrever hoje pois estava me sentindo sozinha, e para não parecer o que de fato pareço - daqueles que falam sozinho- comecei a escrever isso que aqui, você lê. Pensei nas diversas formas criativas de expurgar o sentimento que meu corpo sentia e contava, muito me veio a dança, e então dancei. Não , meus dedos pareciam que já sabiam o que escrever. Mas de fato, eu nunca sei exatamente, a forma sim, mas as cores, se dão na hora. Quanta poesia e criatividade em nossos corações prontos para sair como um pus de tão inflamada?
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