segunda-feira, 9 de abril de 2018

pedras que rolam, quadradas

Essa pedra aí, que tu diz lisa e brilhosa,
Pode se arregassar por inteira, pedra preciosa,
Pode chorar na seriedade ,
Ser até pedra falsa que até água jorra 
Debaixo de tanto sangue venoso, venenoso, o ar tem riso brando. 
Molumba,
Ao invés de matar a sede, me mata de!
Bombeia o sangue e dilata
Coração vermelho que nem no nada lhe basta
Sua besta, repito, vai pro pasto que o carregue!
Mas continue bombando
De nada adianta uma vida sem você, espelhando.

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