quarta-feira, 11 de abril de 2018

amanhecendo com o dia

Um outro alguém citou a palavra louco, loucura, loucamente. Isso tudo muito rápido como se fosse um trava línguas. Minha cabeça se direcionou as tamanhas línguas existentes e quantos beijos possíveis seriam dados até esse momento e também... sobre o ato da escrita. Partimos desse pressuposto e deixemos os beijos, as línguas e suas salivas para depois. Estou no meu cômodo, bem cômoda: sem camisa. Peitos livres, coração tranqu.... diria efêmero e flutuante. Divago sobre estar assim na rua. Acomodada em minha casa crio as minhas normas, bem ou não bem quistas socialmente. Eu não me conheço como sou e esse eu que aqui escreve é uma camada. Quantos recheios você tem, quais sabores e essências emana? Como que me toca e como que te toco?São perguntas que muitas vezes já chegam como afirmação, sem ação.
Comecei a escrever hoje pois estava me sentindo sozinha, e para não parecer o que de fato pareço - daqueles que falam sozinho- comecei a escrever isso que aqui, você lê. Pensei nas diversas formas criativas de expurgar o sentimento que meu corpo sentia e contava, muito me veio a dança, e então dancei. Não , meus dedos pareciam que já sabiam o que escrever. Mas de fato, eu nunca sei exatamente, a forma sim, mas as cores, se dão na hora. Quanta poesia e criatividade em nossos corações prontos para sair como um pus de tão inflamada?

terça-feira, 10 de abril de 2018

escrito pragmático, mas nem tanto

como eu já disse uma vez ou outra, eu gosto da noite -eu gosto de percorrer os sonhos da noite escura, como se não houvesse dia seguinte e o tempo parasse.
Posso adentrar em mim, sem fim nem hora para acabar
os compromissos brincam de cessar quando na verdade... batem na porta...toc toc
o álcool gosta de dar sua pitada e entrada principal
e me regenero numa espécie de tatu-bola que caça por sua verdade

diferenteMente

minha cabeça percorre trilhas que eu já bem sei
esperta e perspicaz acha que  bem me engana
eu que engato e te encho de gatilhos quando c....
eu iria dizer a palavra começar, o que tem de...
que história é essa de....
começar... falar... boicotar.... suspender...
cade meu suspensório?
precisso que alguem me carregu...por um temp....!
quando dei por mim estava aos gritos sem saber porq....
Porque?!

segunda-feira, 9 de abril de 2018

mutante

Deus se é que existe dá- me forças para o inexistente presente. Não posso solidificar desejos futuros, por isso faço o recado para mim, nesta escrita e me lembrar que não existe o programado. Desprograme-se é o verbo, se é que ele pode ser lembrado de hora ou outra. Apenas as penas sobram desse voa largo que é vivermos. Desprograme-se. Acesse o amar-se ei. E o resto, vira só um belo de um chorume bem cheiroso, se assim posso dizer

cachaça

chega a hora da chegança. carimbo, não pede licença, de repente o instinto chega para sair de mansinho. Dá medo? A gente pede licença para nosso eu e a alma entra. Não é um jogo ideológico ou coisa parecida. O cachimbo, melhor dizendo, esse tabaco não apaga e não tem hora de se desfazer, também. Quando é a hora da partida, me perguntou. O fumo não apaga tão cedo, mas ele sabe quando é a hora. A hora é agora da Maria arrependida por outunos passados.

triângulo escaleno

Amo ser mulher e no que ela me espera. Aguardo, temperando aquilo que ficou e o que está por vir me. Sabe aqueles restos do chá? Não são meros restos que vão ao lixo, e sim um pedaço daquilo que ficou e não serve mais. Estou afim das novas partilhas, dos meus pedaços não encontrados perdidos, em que me reconheço como nova a cada instante de tempo. Respirou e suspiros me fartam, já que toda a eletricidade e excentricidade me deixaram com o pé cheio de rachaduras; claro, me expus me dei conta me voei ao mundo, e agora é outono e preciso de recolhimento.
Grata a nova aqui sempre será nova a cada encontro e, se um dia o outro carnaval chegar e vc não me reconhecer, ou melhor, não nos reconhecermos, acabou nosso carnaval,melhor, acabou de começar e vamos colocar nossas máscaras da diversão novamente. É o juízo final, a história do bem e do mal. Afinal foi só uma diversão de almas e o que ficou, o resto do chá, parece que só eu quero tomar. Tudo bem, o gosto fica mais ardente. Beijos e fui me dispir

eu não acredito em deus com d minúsculo

senti meu âmago como um belo soco que entra no estômago e tenta sair pela minhas entranhas, escorregando para a garganta, fora meu peito que mudou de lugar para dar lugar a nenhum suspiro que apareceu.
silêncio
é como se a gente buscasse no outro o nós de nós mesmos. E na ilusão que o outro completaria alguma coisa, só que, cada vez mais sinto esse soco que me mostra que meu caminho é o meu caminho e que o resto são espelhos para completar o incompletável de mim mesma
ainda sinto aquele peito apertado, fora tanta iluão, alusão a um sentimento de completude que alguns diriam paixão, mas que me reveste da sua própria sombra, e sopra em mim qualquer vestígio de esperança. Como posso ser um ser tão volátil como o tempo, me indaguei enquanto sentia as ultimas sensações pelo o que fora há um mês e alguns dias.
Acho que eu deixei, deixei mesmo. Quanto mais eu escrevo mais fixo em querer você por perto, e busco distrações para tentar ver que existem outras pessoas nesse mundão, e quanto mais eu faço isso, mais eu percebo que sim, existem pessoas, e mais fixo no que a gente passou.
E passou
Pra quem não acredita em signos, sou extremamente possesiva, quando consigo algo quero provar até o final, e se não der certo sempre dou um jeito de amarrar meu mode pois... não sei
Não sei mais de nada. Acredito nos instantes, tenho medo de liberar esse tal sentimento vivido, pois significou tanto para mim que me deixa a beira de um precipício em mim mesma.
Como seria bom se eu estivesse escrevendo isso para só uma pessoa. Mas são tantos momentos, será que eu conseguiria disfarçar...
meu peito soluça e isso é incrivel, uma dor que me leva a escrever aquilo que eu vivi e o que espero viver.
são tantos olhares nesse mundo, tanto coraçoes, será que estamos dispostos a se apaixonar por nós mesmxs?

lamento sem acordes

queria repetir entre mil palavras diversos versos para me consolar;
desse soluço que ninguem ouve, muito menos eu
é tão doído um separar-se fisicamente, ainda mais assim quando toca a alma
é mais que um se pa rar-se , é desgrudar do que se foi e passou
e que lindo é o novo e a vida que se abre
que lindo
mas continua, todas as pessoas pelas quais esteve presente com vc
e de repente voce tem todas essas pessoas perto e recebe muito amor
e voce se dá conta que você é... sozinhx.
que não adianta as paixões virem, os amores, os sexos, as mãos dadas, os carinhos, os abraços, os dengos, as comidas cozinhadas juntxs,.........., não adianta o quanto você queira completar esse vazio,
voce continua sozinho
e viver isso
constatar isso
é o mais belo e doloroso que pude constatar até então dessa caminhada chamada vida

rede?

por mais e mais mares de peixes que voce tenha e quão uno seja o todo
você é...sozinho
uno consigo mesmo
até perceber que quando te pescarem
você continuará sozinho

O começo de um conto não contado

São Paulo mexe demais da conta sô e até dói de saudades. Mexe qualquer coisa mesmo doida, já qualquer coisa doida ou doída mexe. Talvez mais que, ouso, que aquela música dele mesmo chamada Sampa.
Sento em um centro de atividades no bairro colonial e ouso os toques do basquete e leves gritos. Me lembra são Paulo. O piscar dos olhos me remete a são Paulo. A existência me lembra aquele caos harmônico. Ai de quem falar dela, a cidade que minha avó passou grande parte da sua vida e que nasceu em minas Gerais e depois veio ao Paraná. Tô com uma

quem é-ra você?

quando era começo de 2016 e deus ria a cada plano 
havia sol, era sudeste e tinha 24, ótima idade para sonhar que nem as nuvens seguram 
tinha bronzeado, pois como eu disse, era sudeste 
eu tinha sombrancelha e cabelo negros 
quem é você depois de dois de um ano e quase meio, me perguntei, se a cada noite me viro do avesso em mais um ou outra

2017, o ano

Sem graça traço um verso para mudar minha página. A letra fica meio zanza e quando leio já não identifico se é isso ou aquilo que quis dizer. Sentir e sem o tido formam meras palavras para brincar quando aperta aqui dentro. Respiro e é incrível o quanto de ar preciso para que esses pulmões fiquem ligados. Como se o combustível já estivesse aqui e de graca; o ar.
Volto, e, soletro não letras e sim palavras para esse ir-me. Se perguntarem de mim diga que nao sei, daqueles bem convictos. Na direção que agora cabe em mim, voa buscando um pouso para enraizar com pequenos saltos. Que antes não cabia sem que eu tomasse a redia e agora eu parto você de mim. 
O cuidar de mim sem olhar teu de gavião rastreando meus passos de formiga. A troca se torna lenta e meta ilustrativa para... só para mim, meu bem, cuidar de mim

re-lembrança

Em pleno centro, um punhado de árvores me cercam e torno um alento, por certo desalento antigo. Ao mesmo tempo, no prédio aqui na frente a mulher abre a janela como quem diz, tem luz, melhor: sol. A música se desliga, pois ouço outros sonidos. A pia se limpa, e deixa ir no fluxo da água aquilo que precisa ir. Vai em paz. Foi em paz. Outra hora, o portunhol, ventos gelados

sem graça e com graça

Amores de graça 
De longe, sem graça 
Você entrega a flor! Ao vento...
Ela se abre precipitada, enganou -se de estação
Emanou perfume
No entanto a ele só cabe o tamanho de seu prego
E seu buraco que se molde
Ao seu tempo e estiagem
Mas a roseira já deu rosa, diria o outro!
As marteladas
Tac tac tactactactactac
Aquela que nunca sentiu marteladas e o olhar ao teto, branco , vale ouro
Porque só cabe a você receber quando lhe é propício
Quem recebe o acúmulo de energia, você.
Quem entrega sua encomenda, apenas distribuí, ele...
Como a entrega já se fez, há outros frutos que precisam colher...
Amores de graça
Amores selvagem
Estiagem
Teu buraco é moldagem
Logo chega outro e só muda de nome
Amores de graça
Que o vento levou o receptáculo
E dele não sobraram sementes
Para quando o verão passar
Para quando o carnaval passar
Amores no asfalto
Amores selvagens
Sem fruto, só de passagem

(um parenteses -em meio tempo)

Me revisto por inteira até fazer suar. Tremo porque toca num buraco que eu nem lembro quem começou a cavar. Já passei da fase do esparadrapo e talvez a gente se olhe e não se reconheça mais. Diz uma amiga que o tanto que vc tem de aversão vem de apego. Como eu estava dizendo, de tantas capas já usadas para proteger esse corpo de Sol e chuva e de mim mesma, chego a conclusão feliz ou infeliz, não tem fim! Todas as direções apontam para uma complementariedade de dimensoes. E eu estou doida para conhecer os diversos entraves e vértices formados das nossas relacoes. Torço que possamos nos (ré)conhecer de outros lugares, de outros cumes, outros cúmplices . Hoje foi um dia que passei praticamente sozinha. E me senti muito amada! E agora estou em um forró sozinha e é uma das experiências mais lindas estar sozinha... pois estamos sempre sozinhas independente de quem está perto

nem a nem b nem c nem..

outros latidos virão
enquanto você der a volta na quadra, olha
tem cheiro pra tudo quanto é lado
tem rastro e tentação
mas não esqueça que amanhã é segunda 
quem cedo, madruga
e eu não posso mais conversar nas reticencias

toc toc

ouço silêncio 
abre a porta e você não está aqui
eu não estou aqui 
é um puro aham que desabita 
eu tento entregar, me entregar, me estragar
mas descobri que sou o vento
e daqui nada perdura e a duras penas
lança vôo

sem Ré-tichin-ciências

a minha tristeza?
ela precisa ser compartilhada
com partilha entre nós? 
nas calçadas, nos vãos, nas portas 
porque ela mata a sede da vida
ela é vida
e quando ninguém mais pergunta,
ela toma espaço e pergunta se eu varri a sala
saí correndo na quadra

lamentavelmente (in)variável

as curvas do meu corpo
não condizem com qualquer solidez
elas são instáveis e impermeáveis 
principalmente depois de uma taça de vinho seco 
experimentei e duvidei,

pedras que rolam, quadradas

Essa pedra aí, que tu diz lisa e brilhosa,
Pode se arregassar por inteira, pedra preciosa,
Pode chorar na seriedade ,
Ser até pedra falsa que até água jorra 
Debaixo de tanto sangue venoso, venenoso, o ar tem riso brando. 
Molumba,
Ao invés de matar a sede, me mata de!
Bombeia o sangue e dilata
Coração vermelho que nem no nada lhe basta
Sua besta, repito, vai pro pasto que o carregue!
Mas continue bombando
De nada adianta uma vida sem você, espelhando.