segunda-feira, 9 de abril de 2018

sem graça e com graça

Amores de graça 
De longe, sem graça 
Você entrega a flor! Ao vento...
Ela se abre precipitada, enganou -se de estação
Emanou perfume
No entanto a ele só cabe o tamanho de seu prego
E seu buraco que se molde
Ao seu tempo e estiagem
Mas a roseira já deu rosa, diria o outro!
As marteladas
Tac tac tactactactactac
Aquela que nunca sentiu marteladas e o olhar ao teto, branco , vale ouro
Porque só cabe a você receber quando lhe é propício
Quem recebe o acúmulo de energia, você.
Quem entrega sua encomenda, apenas distribuí, ele...
Como a entrega já se fez, há outros frutos que precisam colher...
Amores de graça
Amores selvagem
Estiagem
Teu buraco é moldagem
Logo chega outro e só muda de nome
Amores de graça
Que o vento levou o receptáculo
E dele não sobraram sementes
Para quando o verão passar
Para quando o carnaval passar
Amores no asfalto
Amores selvagens
Sem fruto, só de passagem

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